Novamente com pensamentos gerais relativamente soltos. Mas creio que entender o processo que leva de um a outro faz compreender o padrão inteiro, o que é bom. Portanto vou deixar assim mesmo com entrelinhas largas, mesmo por que também tou meio sem tempo.
Perguntei a mim mesmo esses dias por que uma pessoa quando entra num emprego normal já tem que entrar sabendo. Digo, quis saber até quando ter conhecimento é melhor do que simplesmente ter capacidade de aprender. Especialmente num país com distribuição de renda como esse.
Se eu fosse criar uma forma de governo agora, a base dele seria a educação. Mesmo. O sujeito não seria considerado cidadão a partir dos 18 anos, seria considerado a partir do Ensino Médio completo. E nisso ele teria que ter Necessariamente educação de qualidade em Economia e Política. Como um analfabeto pode votar se ele não faz a menor noção do que está fazendo, para candidatura de quem está contribuindo? Pergunta um tanto quanto óbvia, né.
Porque todos deveriam ter todos os direitos? Esse não é bem um questionamento, é uma pergunta retórica. Precisamos continuamente repensar na essência, pois de nada adianta se embolar numa política confusa e numa legislação ainda mais confusa para no final de todo o trabalho de acertá-la esta não atender ao povo, e principalmente, não contribuir para seu progresso e desenvolvimento. Pois no final das contas, quando criaram lá as leis lá no início da civilização, eram apenas regras simples que facilitavam o convívio entre os indivíduos, para o fim de que com a contribuição mútua, os tais desenvolvimento e progresso fossem facilitados.
Liberdade todo mundo deve ter, mesmo de não querer aprender porra nenhuma, mas fugir ao conhecimento é algo humanamente absurdo. Você tem o direito de não aprender, e sua recompensa é ficar em silêncio – bastante cômodo, se abstêm do conhecimento, se abstêm também de falar. Você tem também o direito de aprender, e sua recompensa é poder votar.
É claro que pra isso o sistema de educação devia ser muito bom. Creio que nós temos um índice de preguiça muito alto na média da sociedade. Não é falta de disciplina, é de preguiça mesmo. A reforma portanto tem de partir do maternal. O cara tem que crescer gostando de aprender coisas novas. Eu cresci fascinado por aprender química pensando em fazer merda, fazer bombas caseiras e tal, hoje tou numa faculdade de engenharia química. Deve haver aquele espírito de desafio ao aluno, “vamo ver se você consegue descobrir coé, rapá”. E resposta dada, recompensa. Novamente a educação entra: não adianta nada dar prêmios materiais que têm efeito moral temporário, como bombom pra quem desenhar primeiro a molécula. A educação deve desde o início preparar pra admirar aqueles que possuem o conhecimento e estimular tanto a querer o conhecimento no mesmo nível que o admirado quanto ao compartilhamento de conhecimento. O sujeito depois que vence os desafios de aprendizado propostos, deve automaticamente receber reconhecimento social (entre os colegas), o que possui efeito moral muito maior. Isso acontece, é claro, se o modelo de educação tiver dado certo.
Quando foi que aprender deixou de ser legal? Quando foi na história que as pessoas perderam o interesse pela matemática, física e química, pelas ciências e pela cultura? Gauss, Newton, Leibniz, Pascal, todos esses caras devem estar se retorcendo na cova vendo esta putaria que está o mundo atual.
Um Comentário
TOTALMENTE CORRETO!