Tudo o que eu queria nessas horas era alguém pra conversar. Mas não dá, vou falar por aqui mesmo, como se tivesse conversando com alguém mais ou menos.
Mas bem, acho que ninguém iria querer ouvir mais do mesmo, mais daquela conversa de que “dói, dói e não pára de doer” e eu apesar de merecer ser chamado de teimoso e burro, insisto em dizer pra mim mesmo que meus paradigmas estão corretos, e que na na verdade todos que dizem isso é que estão errados.
Foda-se quanto experiência você tem, você poderia adquirir 50 anos de experiência e 30 corações partidos/remendados/recosturados, e ainda assim não teria propriedade alguma de me dizer a verdade total. Ninguém me conhece mais do que eu mesmo. Embora tudo que eu queira às vezes é alguém pra conversar.
Alguém que entenda o quanto foi genial meu plano, e mesmo tendo dado errado, deu completamente certo, e isso o faz mais genial ainda. Alguém que entenda que desde o começo tudo que eu sempre quis foi fazer todo mundo feliz, e que me diga que eu merecia. Alguém que diga como é difícil, mas apesar de tudo eu vou conseguir, mesmo que isso não seja muito creditável.
Agora eu estou aqui, toscamente escrevendo esse post, pois necessito colocar pra fora e não tem ninguém por perto. Acontece, é a vida. Seus amigos vão sempre estar lá quando vc mais precisar, mas é foda, eu não paro de pensar nela desde que eu terminei, exceto pelas horas com que eu passava zuando com os amigos e distraía. A distração, ah, que bênção. Portanto uma coisa é precisar uma vez, outra coisa é pedir uma muleta deles.
Tudo o que eu queria era ter uma pessoa de verdade que me ouvisse agora. O jeito é usar esse blog, embora eu sei que ninguém vai ler. Eu sempre fui um cara meio sozinho, que às vezes me escondia por trás de uma armadura de coisas obscuras. Pois assim talvez as pessoas se interessassem por mim, sabe como são as pessoas, curiosas toda a vida. Mas talvez a maior parte das pessoas curiosas sejam pelo motivo que eu sou também. Mera necessidade de ser reconhecido. Por isso que eu jogo ogame, e nunca parei, aqui eu sou reconhecido.
Então vou falar sobre ela.
Agora eu acho que mudei de vez. Infelizmente pra você, meu amor, não sei se aquele Yuichi antigo ainda vive aqui. Cada vez eu tenho mais dúvida se ele morreu de verdade ou se ele se fundiu com um outro novo e mais velho, pois o intermediário eu tenho certeza que sumiu. Mas não faço idéia do que sobrou.
Pois agora mais nada importa, enquanto eu não estiver abraçado contigo, enquanto eu não sentir seu coração batendo contra o meu peito, e enquanto eu não precisar ouvir “eu te amo” pelo telefone, pois você estará comigo e eu saberei simplesmente. Nada mais importa, e isso faz com que a minha ‘curiosidade’ pelas coisas suma. Pelo menos com ela vai junto a necessidade de me esconder.
Eu sei que há apenas uma pessoa com quem eu vou estar feliz do lado, e isso me faz perder o medo. Por sorte, eu conhecia as facetas da vida e as minhas próprias o suficiente pra acertar no que fiz. Eu sei como umas coisas e outras funcionam, e sabia que poderia usar uma característica do nosso sisteminha pra me ajudar mesmo antinaturalmente. Eu me fiz sentir como se tivesse perdido você, e agora lhe dou o devido valor.
Cada segundo que eu passo longe de você me dá certeza de que não há outra pessoa com quem eu queira estar, e ao mesmo tempo, qualquer lugar com você é ótimo. Eu posso ter sido burro sim, em não perceber isso antes, mas quero ver alguém ter culhões pra jogar a primeira pedra e dizer que conseguiria se manter no meu lugar. Eu tenho coragem pra ser sincero, e o sendo digo que eu errei pra caralho sim. Porém, eu arrisco dizer que pouca gente sabe acertar de primeira, passar essa merda toda e ter coragem para arriscar ir de cara em outra tentativa mais arriscada ainda.
Todo esse tempo que eu peço é um castigo pra mim, mas não é por ser um castigo é que é bom. É por ser uma etapa que eu tenho de concluir até estar preparado. Acho que é por aí. Não quero dar uma de gênio mais, eu sei que nunca vão me entender, e se eu me frustrar com isso, vão me achar babaca, o que vai me deixar ainda mais triste.
Então talvez seja mesmo hora de virar homem e parar de reclamar por aí da dor, parar de encher o saco do coitado do Pacco toda vez que eu tou com algum problema de relacionamento. Talvez seja isso que me faça amar a vida, da dor é que nasce a vontade de crescer para saltar por cima dela, pois a vida só é uma corrida de 100m rasos sem obstáculos pra quem não consegue ver sua extensão e seus obstáculos.
Talvez seja hora de ser homem e parar de fingir que é, ser inteligente de fato e parar de fingir ser, parar de olhar pra baixo e passar a olhar no olho de todo mundo. Parar de ter medo de se fuder. Pois foi justamente se fudendo que eu consegui me resgatar, lembrar de como eu era, lembrar de como eu amo você demais, lembrar que sem vontade nada funciona bem, e sem dar valor não há vontade, e, até perder, você não saberá como é dar valor. Eu não sei se sempre soube disso, mas creio eu que todos sabemos, talvez ainda exista aquele link com o computador universal.
Eu concordo com Harry, é muito menos legal do que parece quando dizem por aí nas histórias. É assustador.
Como você pode ter visto pelo título, eu escrevi isso aqui ouvindo Dido, e sem a menor preocupação de me fazer muito compreensível e coerente. Na verdade, nada mais me importa muito, sem ela. E não creio que alguém vá ler mesmo, então dane-se.